
Eduardo Cunha e Soneca testam dist�ncia segura entre ve�culos em entrevista � Globo Minas
Colar na traseira do veículo que está à frente é infração e, principalmente, risco de acidente grave. Motoristas apressadinhos ignoram o perigo que representa o desrespeito à distância mínima no trânsito.
Segundo especialistas, manter esta distância é fundamental para que, numa necessidade, o motorista tenha tempo de frear e evitar a batida. Sinal de prudência e de bom senso.
O MGTV procurou peritos em segurança de tráfego. E os repórteres Cristiane Leite, Alípio Martins e Geraldo Capreta mostram agora situações que ilustram bem a importância de se respeitar a lei.
Eles têm fama de ser apressadinhos. São motoristas assim, conhecidos por andar colados na traseira do carro da frente, forçar a passagem, desrespeitar o espaço dos outros veículos.
Comprometem a segurança e desrespeitam o Código de Trânsito Brasileiro. É obrigatório manter distância lateral e frontal dos outros veículos. Mas a lei não estabelece quantos metros.
E, nesse caso, não adianta discutir.
Os especialistas em trânsito dizem que as chances de uma batida na traseira aumentam 90% quando a distância de segurança não é respeitada. Mas, como ela é calculada? Quais fatores devem ser analisados? É o que nós vamos saber agora com a ajuda de pilotos profissionais. Eles vão fazer vários testes para exemplificar situações que ocorrem na rotina do trânsito.
Na primeira simulação, dois carros andam a 60 km/hora, velocidade máxima permitida na cidade.
A distância ideal é aquela em que o motorista de trás consegue enxergar os pneus dianteiros do outro veículo. Ou seja: pelo menos 34 metros devem separar os dois carros, segundo este perito. Parece muito, mas o perito explica: a distância é necessária devido ao tempo de reação. Ao perceber que o carro da frente parou, o condutor que vem atrás demora um segundo para acionar o freio. E o veículo precisa de mais um segundo para parar totalmente.
Nesta simulação, os carros estão separados por 34 metros. A distância correta. Não há conseqüências mais sérias após a freada.
Agora, os veículos estão muito próximos. Numa emergência, o carro vermelho, que vem atrás teria batido. Não sobraria nada.
Depois, molhamos a pista usando um caminhão-pipa. Com qualquer imprevisto, nessas condições, o perigo se potencializa quando não há respeito à distancia segura.
E além da distância de segurança, independentemente das circunstâncias, um lembrete essencial para todo motorista: é preciso sempre estar atento à conservação dos pneus.
Manutenção em dia e prudência ao volante. Essa combinação dá certo.
Segundo a BHtrans, no primeiro semestre deste ano o número de multas por desrespeito à distância de segurança cresceu 30% na capital em relação ao mesmo período do ano passado. Fique atento e seja prudente para você não entrar nessa estatística.
Fonte: Globo Minas - http://globominas.globo.com/GloboMinas/Noticias/MGTV/0,,MUL712557-9033-15319,00.html
Eduardo Cunha Rally Team